16/03/2009

Mais um pouco sobre mim



Outro dia, assistindo o filme "Aos Treze", me lembrei de como passei por essa idade e pelos infernais anos seguintes.
Todo mundo aos treze anos, não há como negar, pensa em como ser legal, como ser bem visto... eu não era diferente.
Nessa época conheci, de fato, o tal do Rock N' Roll. Via algumas pessoas com umas roupas legais, com um "A" de anarquia escrito; elas eram conhecidas - e um tanto mal vistas - por toda a cidade e demonstravam uma sensação de rebeldia a quem as visse.
Inicialmente, eu queria falar com todas elas, queria ser conhecida também e causar alguma impressão que eu não sabia qual era - mas queria, e quando finalmente consegui contato, notei que não era bem o que eu pensava: a música era apenas um pretexto para a "zoação", já que o Rock incita a liberdade.
Mesmo assim me aprofundei, aderi aos costumes "dark" e, como a menina do filme (não, eu nunca usei drogas!), também cometi erros, mas meus erros eram relacionados aos demais, aos que não agiam como eu agia: eu pensava que para ser alguma coisa, teria q mostrar para todo mundo; eu tinha que ter atitude e precisava ser, pelo menos, agressiva.
O tempo foi passando e descobri que a atitude que eu tentava mostrar a todos, na verdade, eu esperava achar em mim e que eu nunca fui obrigada a agir dessa forma para dizer quem eu era, mas precisava passar por isso para entender.

Quanto ao Rock N' Roll, está entre as 10 melhores descobertas que eu fiz na minha vida, porém vejo com outros "ouvidos" agora. Geralmente esse estilo de música - e de vida - é confundido por quem não gosta e por quem gosta também e até me permito dizer que entendo melhor a intensidade da coisa do que aos 13 anos.