03/03/2011



Acordou angustiado. Ignorou o café sobre a mesa e bebeu um gole de uísque. Àquela hora da manhã uísque lhe caía mal, mas não naquele dia.
As mãos trêmulas levaram o copo à boca e com desespero, bebeu todo o conteúdo. Se recostou na cadeira para pensar como foi que chegou àquele estado de espírito ridículo e deplorável, mas não tinha porquê.
Já relaxado, conseguia ver com clareza que não era aquela vida que queria, mas se os novos rumos não se tornassem reais, então não servia também.
Avaliou cada tentativa falha de esmagar a ideia, os pensamentos que o rondavam, só não tinha mais a certeza de que as tentativas existiram. E não fazia diferença, não tinha volta.
No auge da sua instabilidade, soltou uma gargalhada ruidosa: em meio a sentimentos violentos, se esqueceu de como era bom viver aquele devaneio.

[02/03/2011]