24/10/2013

Entrevista com Bianca Carvalho



Bia Carvalho é formada em Marketing, blogueira e autora da Trilogia das Cartas, composta por: “Jardim de Escuridão”, “Versos Sombrios” e o terceiro será publicado em breve, todos pela Editora EraEclipse.
Autora participante da 1ª Feira Literária de Valença, Bia cedeu uns minutos ao blog para esta agradável conversa.


Estante Insólita - Conte sobre seu trabalho e seus livros.

Bianca Carvalho - Eu escrevo suspenses românticos com toques de sobrenatural. O trabalho que eu tenho agora publicado é a Trilogia das Cartas, os dois primeiros livros da Trilogia das Cartas. O primeiro é o “Jardim de Escuridão” e o segundo é “Versos Sombrios”, ambos contam a história de uma senhora idosa que deixou três cartas para cada uma das netas dela e cada uma dessas cartas contém um último desejo que tem uma dica do que vai acontecer no futuro delas, porque essa senhora ela clarividente. O primeiro livro conta a história da primeira neta que tem um jardim e através do poder de flores ela consegue prever o futuro, então ela conhece um rapaz, esse rapaz tem uma irmã que foi assassinada e ela vai ajudar ele a desvendar este crime. E o segundo livro é a história da segunda neta, que é uma poetisa que acaba bolando uma poesia para um homem que fica completamente obcecado por ela, que também é um poeta e ele vai começar a perseguí-la porque ele a quer para ele de qualquer jeito. E ela tem que descobrir quem é. O terceiro vai ser lançado em maio.

EI - Quais suas inspirações para escrever?

BC - Eu me inspiro muito em música, na verdade eu escrevo ouvindo música e me inspiro em muita coisa, filmes que eu assista, pessoas que eu conheça, acho que tudo vira um livro e, como meu livro tem um pouquinho de sobrenatural, eu me inspiro mais mesmo em música e em coisas que eu veja.

EI - Quais as dificuldades e facilidades para a publicação de seus livros?

BC – No Brasil, é um pouquinho difícil ser escritor. Isso está mudando, a gente está conseguindo ter um espaço e as editoras maiores estão começando a ver a gente. Eu acho que a maior dificuldade, na verdade, hoje, é você conseguir atingir o público. Eu criei a minha editora para publicar os meus livros, mas alcançar, por exemplo, uma cidade como Valença, eu sendo do Rio de Janeiro, é difícil, excluindo um evento como a FLIVA, mas eu acredito que isso vá mudar, em breve.

EI - Como tem sido a aceitação do público?

BC - Eu me surpreendi. porque quando a gente lança o primeiro livro, sente um friozinho na barriga, mas as reações têm sido bem positivas, até agora eu só tenho recebido elogios, as críticas sempre são construtivas e não há nada que tenha me deixado envergonhada, então eu estou muito satisfeita.

EI - Sobre a caracterização de seus personagens, como acontece? Tem algo de você neles? 

BC – Eu nunca me inspiro em ninguém, eu brinco que eu sou esquizofrênica, porque os meus personagens falam na minha cabeça, então eu sou muito psicótica com criação, para mim, o personagem tem que ser o mais real possível. Claro que um ou outro vai ser ou perfeito demais ou ter defeitos, mas é muito difícil eu me basear em uma pessoa, eu tiro da minha cabeça, mas eu quero tornar o mais real possível.